Em 02 de fevereiro de 1946 a
agremiação era legalizada na Federação Paulista de Futebol e no dia 10 o
primeiro contratado chegava, o goleiro Bob, que havia jogado no Palestra e
no Rio Preto. Com 17 inscritos, o time foi inserido na primeira zona ( 6º
região ) entre Pindorama, Uchoa, Palestra, Tanabi, Granadense e Rio Preto.
Chegou também o técnico Zezinho Silva do Guarani de Catanduva, que comandou
o primeiro treino da equipe no Palestra Esporte Clube.
No ano de 1910, o cometa Halley
concentrava as atenções do mundo todo e já indicava que seria um ano
especial. Mal sabiam as pessoas que naquele ano haveria algo bem mais
importante que o cometa...
Quando os rios da cidade de São Paulo baixavam, suas várzeas eram
preenchidas pelos amantes do então novo esporte bretão: o futebol. Na época,
havia diversos clubes de elite na capital paulistana, como o Germânia, o
Paulistano ou o Campos Elíseos - mas todos bem longe do que se considera um
time popular.
Foi então que um grupo de homens de vida humilde – os pintores de casa
Joaquim Ambrósio, Antônio Pereira e César Nunes; o sapateiro Rafael Perrone;
o motorista Anselmo Correia; o fundidor Alexandre Magnani, o macarroneiro
Salvador Lopomo, o trabalhador braçal João da Silva e o alfaiate Antônio
Nunes – decidiram fundar o seu próprio clube de futebol. No dia 1º de
setembro, à altura do número 34 da Avenida dos Imigrantes (atual José
Paulino), no Bom Retiro, eles se reuniram e redigiram o primeiro estatuto do
clube. Faltava apenas financiamento para o sonho se realizar. Foi aí que
Miguel Bataglia entrou em cena. Bataglia era um requintado alfaiate; aceitou
participar e foi oficialmente nomeado o primeiro presidente do clube.
O clube já tomava uma cara, mas faltava o nome. As idéias passaram por
Santos Dummont, Carlos Gomes e até Guarani, mas nenhuma delas foi escolhida.
Foi então que Joaquim Ambrósio sugeriu homenagear o famoso time inglês que
fazia uma excursão pelo país: o Corinthian Casuals Football Club. O clube
que se tornaria o mais querido do Brasil já tinha nome. A torcida e a
imprensa chamavam a equipe de Corinthian’s Team. Assim, a letra “s” foi
acrescentada ao nome, e o clube ganhou o elegante nome Corinthians.
A primeira camisa do Timão era bege com frisos pretos nos punhos e na gola,
e o distintivo com as letras “C” e “P” entrelaçadas no peito esquerdo. Havia
um problema: quando se lavava o uniforme, o preto do brasão borrava a camisa
bege, que também desbotava; como a diretoria não tinha dinheiro para sempre
comprar outro, decidiu-se substituir o bege pelo branco
O Cruzeiro Esporte Clube foi
fundado em 2 de janeiro de 1921 por desportistas da colônia italiana de Belo
Horizonte com o nome de Societá Sportiva Palestra Itália. As cores adotadas,
como não poderia deixar de ser, foram as mesmas da bandeira italiana: verde,
vermelho e branco. O primeiro uniforme do clube foi camisa verde, calção
branco e meias vermelhas. O clube foi restrito apenas à participação de
elementos da colônia até o ano de 1925, quando abriu as portas para
desportistas de qualquer nacionalidade
Quando
Oscar Cox fundou o Fluminense Football Club em 21 de julho de 1902, numa
sede localizada no número 51 da Rua Marquês de Abrantes, no Flamengo, não
poderia imaginar que um clube marcado pela nobreza logo tomaria o gosto
popular. Desde os seus primórdios, o Tricolor teve entre seus sócios e
freqüentadores representantes das famílias mais tradicionais do Rio de
Janeiro. Hoje, o clube está entre as 10 maiores torcidas do país. A sua bela
sede das Laranjeiras, de aspecto europeu, contrasta com a paixão unicamente
brasileira de seus torcedores.
Em 1996, iniciou-se uma nova fase no futebol
nacional, e o rubro-negro, assim como outros clubes, sentiu-se a necessidade
de ter um local específico para o planejamento de suas atividades, e o
treinamento de seus jogadores. Foi quanto surgiu então a oportunidade para
adquirir a enorme sede de um antigo hotel-fazenda em Curitiba. Pode-se dizer
hoje em dia que esta aquisição foi o que de melhor havia acontecido ao
Atlético até aquele ano. A área possuía a toda a infra-estrutura e o
conforto de um hotel, além de um grande espaço para se construir as
estruturas de Departamentos Médicos e de se instalar vários campos de
futebol. Na época, o então técnico Emerson Leão foi um dos maiores
incentivadores da compra da área, argumentando que aquele seria o passo que
impulsionaria o Atlético para o topo dos clubes de futebol no Brasil.
O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense nasceu de
uma bola de futebol, como deveria acontecer com um clube predestinado às
maiores glórias. A trajetória vitoriosa começou com o paulista Cândido Dias
da Silva, trabalhando há algum tempo em Porto Alegre, e sua bola de futebol
Paysandu foi fundado no dia 2 de fevereiro de 1914, surgido do inconformismo
e do desejo de vitória de um grupo de desportistas da capital paraense.
O clube que se tornaria o maior da região norte do país surgiu a partir do
núcleo de atletas do Norte Club, time tradicional de Belém, também chamado
de Time Negra, por causa de seus calções brancos e camisas pretas.
Os fundadores se revoltaram contra a Diretoria da Liga Paraense de
Foot-Ball, que se recusou a anular a partida Norte Club 1 x 1 Guarany,
realizada a 15 de novembro de 1913, cujo resultado deu ao Grupo do Remo
(atual Clube do Remo), o título de campeão paraense de futebol daquele ano.
O Norte Club realizava uma boa campanha e tinha sérias aspirações ao título.
Para tanto, teria que derrotar o Guarany naquela partida. A vitória daria
chance ao Norte Club de disputar o título de campeão com o Remo, em partida
extra
O Santos FC foi fundado no
dia 14 de abril de 1912, por iniciativa de três esportistas da Cidade
(Raymundo Marques-foto-, Mário Ferraz de Campos e Argemiro
de Souza Júnior) que convocaram uma assembléia na sede do Clube Concórdia
(localizado na Rua do Rosário- Atual Avenida João Pessoa), para a criação de
um time de futebol. Durante a reunião, surgiu a dúvida quanto ao nome que
seria dado à essa agremiação. Várias sugestões apareceram: Concórdia,
Euterpe ou Brasil Atlético. Mas os participantes da reunião aclamaram, por
unanimidade, a proposta de Edmundo Jorge Araújo: a denominação Santos
Foot-Ball Clube.
Quando os jovens Henrique, José e Luis Poppe
chegaram a Porto Alegre, em 1908, vindos de São Paulo, foi fácil abrir uma
loja de roupas e logo começar a ganhar dinheiro. A capital gaúcha se
modernizava e progredia rapidamente. Desde o fim do século XIX, possuía
fábricas de máquinas,
tecidos, móveis e cerveja; há quatro
anos os bondes elétricos tinham substituído os puxados a burro; acabava-se
de instalar iluminação elétrica em todas as ruas do centro; e a população
havia saltado de 73 000 habitantes em 1900 para 120 000 naquele ano de 1908.
Difícil mesmo, para os irmãos Poppe, foi serem aceitos como sócios em algum
clube da cidade. Jovens de 20 e poucos anos, eles queriam praticar esportes,
de preferência o futebol. Mas o Grêmio, que já existia há seis anos, se
fechou para eles. E também os clubes de remo, de tiro, de tênis. A desculpa
era sempre a mesma: gente recém chegada, pouco conhecida... Aí, os irmãos
Poppe se irritaram e resolveram fundar seu próprio clube. Começa assim a
história do Sport Club Internacional.
A História gloriosa do Club de
Regatas Vasco da Gama está repleta de fatos importantíssimos. Nosso Clube
tem escrito uma das mais belas páginas do desporto brasileiro. Tornou-se uma
tarefa das mais difíceis escolhermos dentre tantos feitos algum que pudesse
vir a ser a abertura da história vascaína. Acabamos por pinçar, em meio a
tantos acontecimentos relevantes, o ato praticado pelo Dr. José Augusto
Prestes, Presidente do Vasco em 1924, que não permitiu que o nosso Clube se
sujeitasse às coações no sentido de excluir dos seus quadros os atletas
negros bem como os de origem humilde. Reproduzimos, a seguir, a carta
magistral do nosso então Presidente, um documento com a marca do
pioneirismo, independência e, acima de tudo, justiça social, que
caracterizam o Club de Regatas Vasco da Gama.
Edson Arantes do Nascimento - Meia-Atacante -Três Corações (MG) - 23.10.40 A
Federação Internacional de Futebol concedeu, em Roma, ao jogador
brasileiro Édson Arantes do Nascimento, Pelé, o prêmio de "jogador do século da
Fifa". Maradona, da Argentina, ficou com o prêmio-consolação "Fifa Internet",
por ter alcançado a maior quantidade de votos na "eleição" realizada pela rede
mundial de computadores.
O futebol no
Brasil não é um esporte. É o jogo da bola, da malícia e do drible. É o jogo que
reflete a própria nacionalidade de uma terra dominada pela paixão da bola. No
espaço do jogo, o futebol brasileiro é capaz de esquecer o próprio objetivo do
gol, convicto de que a virtude sem alegria é uma contradição. Ganhemos a copa ou
não, somos os campeões da paixão despertada pela bola!
Fernando Ferretti é um dos mais importantes técnicos do Futsal de nosso tempo.Ex
- Técnico da Seleção Brasileira de Futsal e Técnico da equipe Malwee / Jaraguá
do Sul (SC), orgulha-se de ser o técnico Hexa Campeão da Taça Brasil de Futsal.
No último artigo tínhamos posto as duas questões que reproduzimos acima e que
dariam continuidade ao debate. Uma delas referia-se à valorização do paradigma
Garrincha como metonímia do futebol brasileiro. Partilhamos da crença de que o
modo de jogar de Garrincha foi um momento fundador da originalidade,
criatividade e autenticidade do futebol brasileiro. Se há um estilo brasileiro,
a herança de Garrincha foi central para sua constituição. Reivindicar a entrada
de Denílson na Seleção, com seus dribles, é uma das formas de afirmar o vínculo
com a tradição nacional. Reivindicar Romário significa privilegiar o ataque e o
toque de bola criativo, artístico, genial.
As fichas dos jogos
contêm as seguintes informações: número sequencial do jogo, nome do adversário,
placar, data, tipo de jogo, competição, local (estádio), cidade em que o jogo
ocorreu, árbitro, escalação e técnico da seleção brasileira, escalação do
adversário e os marcadores dos gols. Além disso, estão indicados os times a que
pertenciam os jogadores da seleção brasileira quando o jogo foi realizado.
Responda rápido: jogo entre a
seleção e seu clube, por quem tu torces? Se responder pela seleção, me digas:
acompanha o dia a dia de seu clube? Quais foram os três últimos resultados dele?
Ou você é daqueles que só acompanha futebol em Copa do Mundo?
O Campeonato de Favelas é
um gol de placa da CBF. Ao promover e patrocinar uma competição que reúne a cada
final de semana cerca de 1.500 garotos. A CBF faz muito mais do que estimular a
esperança e o sonho de milhares de jovens que querem ser jogador de futebol
O Brasil foi
campeão pela primeira vez em 1958 na Suécia com Didi eleito o melhor jogador da
competição e a presença de Garrincha e a estréia de Pelé em Copas. O Brasil
conquistou o bicampeonato no Chile em 1962 com brilhantes atuações de Garrincha.
O tricampeonato foi vencido no México com a famosa "Seleção de 70", de Rivelino,
Tostão, Jairzinho e Pelé. Depois de um intervalo de 24 anos o Brasil voltaria a
ser campeão em 1994, a seleção da "Era Dunga" trazia o caneco de volta ao Brasil
com destaque para Romário, Bebeto e Tafarel. Em 2002 o Brasil foi pentacampeão
na Copa da Coréia do Sul e Japão com destaque para Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e
Ronaldo Fenômeno.
Quando o inglês
Charles Miller desembarcou no Brasil, no fim do século passado, com uma
bola para tentar começar aqui o novo jogo - o football - que tomava
conta da Inglaterra, jamais poderia imaginar que uma nação sul-americana
se tornaria o País do futebol. O esporte alastrou-se como uma febre e,
rapidamente, ocupou os gramados dos clubes elegantes e os campos de
várzea. Ingleses e seus descendentes fundaram os primeiros times,
formaram as primeiras ligas, e o futebol virou uma paixão nacional
brasileira
Singularidade e universalidade no
futebol brasileiro.
A presente
comunicação pretende analisar a relação, no Brasil, entre futebol e identidade
nacional. Momentos diversos da história brasileira serão abordados. Em primeiro,
as décadas iniciais do século XX, momento de formação dos clubes de futebol. Em
seguida, dois períodos marcados por regimes autoritários: a ditadura de Vargas,
de 1937 a 1945, e a ditadura militar dos anos 60/70. Finalmente, a conjuntura da
reconstrução democrática dos anos 1980 e 1990. O objetivo, portanto, é o de
verificar os diversos usos que o sistema político fez do futebol, em momentos
diferentes da experiência histórica brasileira.
Cinco vezes campeão do mundo - (1958,
1962, 1970, 1994, 2002)
Sete vezes campeão da Copa América -
(1919, 1922, 1949, 1989, 1997, 1999, 2004)
Quatro vezes campeão mundial sub-20
(Junior) - (1983, 1985, 1993, 2003)
Três vezes campeão mundial sub-17
(Juvenil) - (1997, 1999, 2003)
Duas vezes campeão da Copa das
Confederações - (1997, 2005)
Quatro vezes campeão dos Jogos
Pan-Americanos (categoria futebol) - (1963, 1975, 1979, 1987)
Oito vezes campeão sul americano Sub-20
Seis vezes campeão sul americano Sub-17
Vice-campeão
Duas vezes vice-campeão mundial - (1950,
1998)
Onze vezes vice-campeão da Copa América
- (1921, 1925, 1937, 1945, 1946, 1953, 1957, 1959, 1983, 1991, 1995)
Duas vezes vice-campeão da Copa Ouro -
(1996, 2003)
Uma vez vice-campeão da Copa das
Confederações - (1999)
Duas vezes vice-campeão mundial sub-20 -
(1991, 1995)
Duas vezes vice-campeão mundial sub-17 -
(1995, 2005)
Duas vezes medalha de prata nas
Olímpiadas - (1984, 1988)
Uma vez medalha de bronze nas Olímpiadas
- (1996)
Última Convocação de Dunga:
Goleiros: Gomes (PSV) e Hélton
(Porto). Laterais: Daniel Alves (Sevilla), Adriano (Sevilla), Maicon (Inter de
Milão) e Marcelo (Fluminense). Zagueiros: Alex (PSV), Juan (Bayer Leverkusen), Lúcio (Bayern de Munique)
e Luisão (Benfica). Meio-campistas: Edmilson (Barcelona), Elano (Shakthar Donetsk), Dudu
Cearense (CSKA Moscou), Lucas (Grêmio), Kaká (Milan), Gilberto Silva (Arsenal),
Júlio Baptista (Arsenal), Ronaldinho Gaúcho (Barcelona) e Daniel Carvalho (CSKA
Moscou). Atacantes: Robinho (Real Madrid), Fred (Lyon), Rafael Sóbis (Real Bétis),
Vágner Love (CSKA Moscou
Na
década de 20, o Brasil já era uma potência na América do Sul. Nos anos 30, os
europeus já se encantavam com o futebol de Domingos da Guia, um zagueiro com
habilidade de atacante, capaz de sair driblando de sua própria área; com
Leônidas da Silva, que ganhou fama internacional ao inventar o incrível chute de
bicicleta; e com Friedreich, um artilheiro implacável que os antigos garantem
ter feito mais de 1000 gols
Um dos
países mais belos do mundo. Natureza ímpar, paisagens tropicais, animais
belíssimos e o melhor futebol do mundo. Mas o que realmente há por trás
disso tudo
A fundação da Football League (Liga de
Futebol) em 1888 regulamentou o futebol profissional e permitiu a
organização de campeonatos. O jogo profissional foi inevitavelmente
interrompido durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e Segunda
Guerra Mundial (1939-45). No entanto, os anos entre as guerras foi um
período próspero para o futebol no Reino Unido, com a expansão da
primeira e segunda divisões e a criação da terceira divisão em 1920.
No Brasil, o futebol é, sem
dúvida, o mais popular dos esportes. O brasileiro Charles Miller é considerado
por muitos o “pai” do futebol brasileiro. No ano de 1894, retornando de seus
estudos na Inglaterra, trouxe na bagagem a primeira bola de futebol a rolar nos
campos brasileiros. Charles Miller era quase um inglês. Nasceu no Brás, em São
Paulo, descendente de ingleses e escoceses. Aos 9 anos seguiu para a Inglaterra
com a finalidade de estudar. Lá, aprendeu a jogar futebol. Além da extrema
habilidade, resultado de sua experiência no time de Southampton, tinha o
perfeito domínio das regras do futebol da época. Quando regressou ao Brasil, se
surpreendeu ao descobrir que ninguém praticava o esporte bretão por aqui.
Convidou colegas de trabalho e de críquete, altos funcionários ingleses da
Companhia de Gás, do Banco de Londres e da São Paulo Railway para praticar o
esporte e fundou o primeiro clube de futebol do Brasil, o São Paulo Athletic. O
primeiro jogo de futebol no Brasil, Companhia de Gás contra Companhia
Ferroviária São Paulo Railway, aconteceu em abril de 1895.
O primeiro clube de brasileiros e para brasileiros, o Mackenzie de São Paulo,
surgiu em 1898 quando os alunos e professores do Mackenzie decidiram fundar um
clube dedicado especificamente ao futebol.
A história das conquistas brasileiras no futebol internacional é excepcional. A
seleção brasileira foi a primeira a conquistar o tricampeonato na história das
Copas e, desde 2002, detém com exclusividade o título de pentacampeão.
O futebol no
Brasil não é um esporte. É o jogo da bola, da malícia e do drible. É o jogo que
reflete a própria nacionalidade de uma terra dominada pela paixão da bola. No
espaço do jogo, o futebol brasileiro é capaz de esquecer o próprio objetivo do
gol, convicto de que a virtude sem alegria é uma contradição. Ganhemos a copa ou
não, somos os campeões da paixão despertada pela bola
A escravidão era ja parte da sociedade feudal européa. Em
Portugal no fim
do século XVII, a luta
entre cristãos e musulmanos pelo domínio da península Ibérica, costou a
liberdade de quase 250 mil europeus.
Depois do seu descobrimento em 1500, o Brasil foi um dos primeiros paises
americanos em conhecer a escravidão.
No començo foram os indios nativos, sobretudo de cultura tupinambá que foram
obrigandos a trabalhar nas plantações e vilas. Fomentando os combates entre as
aldeias nativas, ajudando os e logo atacando-les, aprisionavan mais cativos.
Os indios escravizados não resisteram ao trato inhumano dos portugueses, a mal
alimentação, as doençias européias e ao trabalho infernal, estas condições
levou-les quasi até a desaparição.
A triste solução para esta decadente forma de exploração do trabalho duraría
mais de 300 anos.
O principal motivo da substituicão dos cativos americanos pelos africanos, foi a
extinção das comunidades nativas... mais o indio era definido como selvagem,
frágil, incapaz para o trabalho continuo. O negro, dócil e resistente, adaptado
ao trabalho duro e penoso, era talhado para a escravidão.
Multidões de africanos seriam trocados por mercadorias baratas nas costa da
Africa, e vendidos a preços elevados no Novo Mundo. Entre 10 e 15 milhões de
africanos foram desembarcados nas Américas, estimase que 3 a 5 milhões chegaram
ao Brasil.
Os povos africanos, escravos, nunca deixaram de lutar contra essa condição
imposta pelos ditos "civilizados".
O sistema de graduação
varia de grupo para grupo. Nos grupos de capoeira regional ou de capoeira angola
e regional, a graduação é normalmente representada pelas cores de cordas ou
cordéis amarrados na cintura do jogador.
O Sistema de graduação
através de cordas e cordões é visto apenas na Capoeira Regional (criação de
Manuel dos Reis Machado - Mestre Bimba), diferentemente da Capoeira Angola
(divulgada pelo Brasil por Vicente Ferreira - Mestre Pastinha). As cores das
graduações eram baseadas nas cores da bandeira do Brasil. De acordo com a
Federação Paulista as graduações de hoje em dia são: sem cordão (iniciante)
Verde (1º estágio) Amarelo (2º estágio) Azul (3º estágio) Verde e Amarelo (aluno
graduado): nesse estágio o aluno já começa possuir uma importancia maior dentro
do grupo. Verde e Azul (instrutor): o aluno começa a dar suas primeiras aulas,
aumentando mais ainda a importancia dele dentro do grupo. Azul e Amarelo (aluno
estagiário) : o aluno já começa a se preparar para se formar, nesse estágio o
aluno já tem como obrigação se virar sozinho na ausencia do Mestre. Azul, Verde
e Amarelo (aluno formado): O aluno já não é mais aluno, a partir dessa graduação
o formado já tem total liberdade dentro do grupo, pode até formar outro se for
do seu interesse. Verde e Branco (monitor): O Monitor já tem toda a liberdade
para ministrar aulas, e já é autorizado (em algumas rodas) a participar do jogo
de Iúna ( jogo de Mestres) Amarelo e Branco (professor) : O Professor têm os
mesmos direitos e deveres dos mestres, e já tem a liberdade de organizar e
graduar seus alunos. Azul e Branco (contra-mestre): geralmente o professor se
torna contra-mestre quando um de seus alunos chega ao estágio de aluno Formado.
Branco(Mestre): é o estágio máximo do capoeirista, o Mestre tem como obrigação
saber toda a história, todos os movimentos e todos os toques e instrumentos da
capoeira.
A Capoeira Angola foi
inventada pelos negros Angolanos e quando foram transportados para o Brazil
levaram a capoeira com eles muitos intrumentais musicais que existem na capoeira
tenbem existem em algumas musicas tradicionais Angolas e não so a capoeira
tanbem e praticada em Angola enbora em menor escala porque os Portuguêses
Proibiam o povo de praticala mas como no Brazil tanbem foi praticado es
escondidas das autoridades e mesmo o nome Angola ja diz que veio de Angola mas
os actuas Brazileiros negros e Brancos dizem que vem de Africa mas a Africa e
grande vai desde a Tunisia ate a Africa do sul mas não apenas nos 5 países
Africanos que Portugal colonizou e que praticam a copoeira, mas onde teve origem
foi em Angola a isso dasse o nome ser capoeira Angola nao capoeira Africa ou
capoera Moçanbique porque os negros que la trouxeram a capoeira estavam concios
que vieram de Angola não em Africa toda se não capoeira seria cultura
Afrobrazileira e Africana não cultura Afrorazileira e Angolana mas é cultura
Afrorazileira e Angolana porque foi enventada em Angola e os Brazileiros sabem
bem disso...
O Judô
no Brasil foi introduzido no inicio do Século XX pelos primeiro imigrantes
japoneses que vieram trabalhar na lavoura do café em fazendas localizadas nos
estados de São Paulo e Paraná. O Brasil teve dois grandes mestres desse esporte
que lamentavelmente passaram despercebidos diante de nosso público devido a
empresa especializada dar valor apenas ao Futebol. Foram eles Ryuzo Ogawa e
Sensei Ono.
Ryuzo Ogawa foi uma das
maiores autoridades mundiais em Judô tendo nascido no ano que Jigoro Kano fundou
a Kodokan e iniciado sua prática de Judô com 9 anos, treinando de 3 a 4 horas
por dia. Foi honrado com o diploma de mérito do Imperado Meiji, por uma
demonstração feita em Tóquio, tendo se tornado professor das crianças da
realeza.
Em 1934, quando contava 52
anos imigrou para o Brasil. Sendo possuidor do nono grau era uma das maiores
autoridade mundiais em Judô e, embora tivesse fundado a Associação Budokan do
Brasil em 1945, jamais recebeu por parte da impressa especializada a atenção que
merecia. Na década de 60 a revista americana Black Belt dedicou extensa
reportagem a sua pessoa reconhecendo-o como um dos grandes mestres mundiais
nessa modalidade.
Ao falecer com noventa e
poucos anos de idade deixou atrás de si uma fortíssima organização de Judô com
quase oitenta academias. Dizem que quando Sensei Ono chegou ao Brasil alugou um
boxe no mercado municipal de São Paulo onde enfrentava qualquer adversário. Mais
tarde tendo estabelecido sua escola de Judô veio a se tornar um figura lendária
e muito popular no estado de São Paulo, tendo treinado seu sobrinho Akira Ono,
que viria a se tornar o primeiro brasileiro a vencer os Jogos Pan-americanos de
Judô
Histórico em competições Acompanhe o histórico das competições ao longo dos anos
Em Mundiais Sênior 1971 (Ludwigshafen/ALE): Chiaki Ishii (meio-pesado/bronze)
1979 (Paris/FRA): Walter Carmona (médio/bronze)
1987 (Essen /ALE): Aurélio Miguel (meio-pesado/bronze)
1993 (Hamilton/CAN): Aurélio Miguel (meio-pesado/prata) e Rogério Sampaio
(leve/bronze)
1995 (Tóquio/JAP): Danielle Zangrando (leve/bronze)
1997 (Paris/FRA): Aurélio Miguel (meio-pesado/prata), Edinanci Silva
(meio-pesado/bronze) e Fúlvio Myata (ligeiro/bronze)
1999 (Birmingham/ING): Sebastian Pereira (leve/bronze)
2003 (Osaka/JAP): Mario Sabino (meio-pesado/bronze), Edinanci Silva
(meio-pesado/bronze) e Carlos Honorato (médio/bronze)
2005 (Cairo/EGI): João Derly (meio-leve/ouro) e Luciano Corrêa
(meio-pesado/bronze)
Em Mundiais Júnior Ouro: Aurélio Miguel (-95kg / 1983), Sebastian Pereira (-71kg / 1996), Tiago
Camilo (-66kg / 1998), Fabiane Hukuda (-52kg / 2000), João Derly (-60kg / 2000),
Leandro Guilheiro (-73kg / 2002) e Leonardo Eduardo (-81kg / 2002).
Prata: Roberto Machusso (-70kg / 1972), Henrique Guimarães (-63kg / 1992),
Danielle Zangrando (-57kg / 1996), Fabiane Hukuda (-52kg / 1998), Danielle
Zangrando (-57kg / 1998) e Rafael Rocha (-100kg / 1998).
Bronze: Carlos Pacheco (-95kg / 1976), Elton Fiebig (-95kg / 1992), Carlos
Honorato (-86kg / 1994), Cristiane Parmigiano (-61kg / 1996), Daniel Hernandes
(+100kg / 1998), Moacir Mendes Jr (-66kg / 2000), Alessandro Merly (-90kg /
2000), Taciana Lima (-48kg / 2002), Claudirene Cezar (-78kg / 2002) e Aline
Puglia (+78kg / 2004) Em Jogos Olímpicos 1972 (Munique/ALE): Chiaki Ishii (meio-pesado, bronze)
1984 (Los Angeles/EUA): Douglas Vieira (meio-pesado, prata), Walter Carmona
(médio, bronze) e Luís Onmura (leve, bronze)
1988 (Seul/COR): Aurélio Miguel (meio-pesado, ouro)
1992 (Barcelona/ESO): Rogério Sampaio (meio-leve, ouro)
1996 (Atlanta/EUA): Aurélio Miguel (meio-pesado, bronze) e Henrique Guimarães
(meio-leve, bronze)
2000 (Sydney/AUS): Tiago Camilo (leve, prata) e Carlos Honorato (médio, prata)
2004 (Atenas/GRE): Leandro Guilheiro (leve, bronze) e Flávio Canto (meio-médio,
bronze)
Em Jogos Pan-Americanos 1963, São Paulo/Brasil:
1 ouro (Lhofei Shiozawa)
2 pratas (Jorge Mehdi e Milton Lovato)
1967, Winnipeg/Canadá
2 ouros (Akira Ono e Takeshi Miura)
1 prata (Lhofei Shiozawa)
1 bronze (Jorge Mehdi)
1971, Cali/Colômbia
não participou
1975, Cidade do México/México
1 ouro (Ricardo Oliveira Campos)
2 pratas (Carlos Eduardo Motta e Roberto Zuanabar Machusso)
2 bronzes (Fenelon Oscar da Silva e Luis Juniti Shinohara)
1979, San Juan/Porto Rico
4 ouros (Luís Shinohara, Carlos Cunha, Carlos Pacheco e Oswaldo Simões)
1 prata (Luís Onmura)
2 bronze (Roberto Machusso e Oswaldo Cupertino Simões)
1983, Caracas/Venezuela
5 pratas (Luís Onmura, Inez Nazareth, Luiz Shinoara, Aurélio Miguel e Frederico
Flexa)
6 bronzes (Tânia Ishii, Walter Carmona, Solange Almeida Pessoa, Sérgio Santos,
Carla Lívia Muller Duarte e Soraia André)
1987, Indianápolis/EUA
5 ouro (Mônica Angelucci, Soraya André, Sergio Pessoa, Rinaldo Cagianno e
Aurélio Miguel)
3 pratas (Luís Onmura, Nelson Onmura e Frederico Flexa)
4 bronzes (Rogério Cherubin, Soaraia Carvalho, Rosimeri Salvador e Ivana
Santana)
1991, Havana/Cuba
1 ouro (Shigueto Yamazaki)
2 pratas (Patrícia Dias Bevilacqua e Sérgio Ricardo Oliveira)
7 bronzes (Mônica Angelucci; Maria Cristina de Souza, Edilene Aparecida Andrade,
Soraia André, Sumio Tsujimoto, Renato Gagnino e Frederico Fernando Flexa Kuntze)
1995, Mar del Plata/Argentina
1 ouro (Jose Mario Tranquillini)
3 pratas (Carlos Eduardo Matt, Daniel Fausto Dell'Aquila e Edilene Andrade)
9 bronzes (Danielle Zangrando, Sergio Ricardo Oliveira, Andrea Berti, Carlos
Anderson Bortole, Vânia Ishii, Flavio Canto, Henrique Guimarães, Valeria
Brandino e Rodolfo Yamayose)
1999, Winnipeg/Canadá
1 ouro (Vania Ishii)
3 pratas (Denilson Lourenço, Flavio Canto e Daniel Hernandes)
6 bronzes (Danielle Zangrando, Sebástian Pereira, Fabiane Hukuda, Edinanci
Silva, Marcelo Figueiredo e Priscila Marques)
2003, Santo Domingo/República Dominicana
5 ouros (Edinanci Silva, Luiz Camilo, Flávio Canto, Mário Sabino e Daniel
Hernandes)
1 prata (Vânia Ishii)
4 bronzes (Fabiane Hukuda, Tânia Ferreira, Henrique Guimarães e Carlos Honorato
Nascido no Japão em 1882, o
Judô se tornou Esporte Olímpico em 1964. O Judô é um dos esportes com maior Nº
de praticantes, é também um dos esportes que mais conquistou medalhas olímpicas
para o Brasil. O Judô é um esporte único, pois além de defesa pessoal é um
método educacional e disciplinador. É um esporte que visa o aperfeiçoamento
físico, mental, técnico, psicológico e moral do praticante.
“O adversário é um parceiro necessário ao
progresso, a vida da humanidade baseia-se neste princípio”.
“Não se envergonhe por causa de um erro, você
estaria cometendo uma falta”.
“É somente através da ajuda mútua e das
concessões recíprocas que um organismo agrupando indivíduos em número grande ou
pequeno pode encontrar sua harmonia plena e realizar verdadeiros progressos”.
“Vencer o hábito de usar a força contra a força é
uma das coisas mais difíceis do treinamento do judô. Caso não se consiga isto
não se pode esperar progresso”.
“A simplicidade é a chave de toda arte superior,
da vida e do judô”.
“Sutileza na técnica e finura na estética são
úteis para a eficácia da arte, mas escapam a qualquer descrição”.
“A derrota na competição e no treinamento não
deve ser uma fonte de desânimo ou de desespero. É sinal da necessidade de uma
prática maior e de esforços redobrados”.
“Se é por vezes permitido ter excesso de zelo,
isto sempre acaba por tornar-se uma fonte de perigo”.
“Os katas são a estética do judô. É no kata que
está o espírito do judô, sem o qual é impossível perceber o objetivo”.
“Será que existe um princípio que realmente se
aplique a todos os casos? Sim, existe um, é o princípio da eficácia máxima na
utilização do espírito e do corpo. Dei a este princípio, de uma generalidade
absoluta, o nome de Judô”.
“O judô ultrapassou o estágio primitivo da
utilidade para atingir o de uma ciência e de uma arte”.
“A estabilidade mental (ou uma calma inabalável)
é um fator importante numa luta de judô. Seria ainda mais importante caso se
tratasse de uma luta de vida ou morte”.
“A questão principal é elevar-se acima do
problema da vida e da morte da sensação de temor e de apreensão”.
“O judô deve existir para o benefício do homem e
não o homem para o judô (competição)”.
“Em qualquer espécie de treinamento o ponto mais
importante é libertar-se dos maus hábitos”.
“A idéia de considerar os outros como inimigos só
pode ser loucura e fonte de regressão”.
“O judô deve ser mantido acima de toda a
escravidão artificial. As novas invenções devem tornar-se conhecimentos comuns”.
“O judô é uma arte e uma ciência. Ele deve ser
mantido acima de toda a escravidão artificial e deve ser livre de qualquer
influência financeira, comercial e pessoal”.
“O valor de uma coisa depende da maneira como a
abordamos mentalmente e não da coisa em si”.
“O alto valor da habilidade e da qualidade da
arte só pode ser obtido elevando-se acima da dualidade da competição”.
“O judô não deve ser revestido por um rótulo
nacional, racial, político, pessoal ou sectário”.
“Quando se percebe a potência do judô,
compreende-se que não pode usá-lo levianamente, pois ele pode ser tão perigoso
quanto uma espada desembainhada”.
“O melhor uso que se pode fazer de uma espada é
não utilizá-la, o pior é servir-se dela”.
“Ambição e rivalidade, cuidadosamente dosadas,
são estimulantes do progresso. Porém em quantidade excessiva, transformam-se em
venenos destrutivos”.
“À medida que se progride no estudo do judô, o
sentido de confiança em si mesmo, base do equilíbrio mental, se desenvolve”.
“A habilidade é função de um ato inconsciente
automático. O controle consciente de todos os fatores é impossível, pois uma
entrada só é possível num espaço de tempo igual ao de um raio”.
“As fonte estimulantes da ação são o instinto
criador e o espírito de aventura”.
“A situação do mundo e dos assuntos humanos,
atualmente, se assemelham muito à dos principiantes sobre a esteira de judô”.
“A saída de vida depende do jogo harmonioso de
nossos instintos”.
“Nossos braços são movidos pelo deslocamento do
corpo do adversário. Como se dele fizessem parte”.
“Tender a perfeição é o princípio do treinamento
de judô”.
“A despeito das aparências ‘eu’ e ‘mim’ são os
fatores mais negligenciados no pensamento humano”.
“Cada ação do corpo é tão importante quanto um
elo numa corrente”.
“Sem uma clara compreensão do sentido do
movimento não se podem esperar progressos reais”.
“O conhecimento do corpo para ser eficaz não é
necessariamente o alto conhecimento científico do engenheiro, mas sim aquele,
prático do operário”.
“Devemos nos lembrar que a essência do esporte
não está na marca ou no escore, mas nos esforços e na habilidade despendidos
para atingi-los”.
“A maneira de treinar depende de uma ação
consciente, mas o objetivo do treinamento é conseguir o domínio da técnica, o
que é inconsciente”.
“A dualidade e a condição da vida. Sem oposto nem
contrastes, a vida não é vida”.
“O judô pode ser considerado como uma arte, ou
uma filosofia do equilíbrio, bem como um meio para cultivar o sentido e o estado
de equilíbrio”.
Entende-se como Karate-Do a
prática complementar de formação cultural e desportiva baseada no
desenvolvimento peculiar dos sistemas de defesa pessoal e evolução interior
característicos de Okinawa em seus primórdios (século XVIII) e do Japão a partir
do início do século XX.
Karate é uma palavra
japonesa que significa "mãos vazias". É uma arte altamente científica, fazendo o
mais eficaz uso de todas as partes do corpo para fins de auto-defesa. O maior
objetivo do karate é a perfeição do caráter, através de árduo treinamento e
rigorosa disciplina da mente e do corpo. O karate-ka (cultor de karate-do)
utiliza como armas as mãos, os braços, as pernas, os pés, enfim, qualquer parte
do corpo.
Além de ser um excelente
meio de auto-defesa, o karate também é um meio ideal de exercício. Ele
desenvolve a força, a velocidade, a coordenação motora,o condicionamento físico
e é reconhecido também por seus valores terapêuticos.
O combate desarmado nasceu
antes da história escrita, mas as origens mais remotas são obscuras, muitas
vezes encobertas pelo folclore de uma variedade de culturas do mundo.
Várias formas de combate
desarmado eram praticadas na Índia, na China, em Formosa e em Okinawa, uma ilha
ao sul do Japão. Em Okinawa, as lutas desarmadas foram desenvolvidas em segredo
durante muito tempo, devido à influência dos fidalgos japoneses que conquistaram
a ilha, proibindo os seus súditos de carregarem armas. Esta proibição de andarem
armados obrigou muitas pessoas a praticar formas de combate sem armas, em
segredo. O karate moderno nasceu na época em que o finado Mestre Gichin Funakoshi
(1868-1957), então líder da Sociedade Okinawa de Artes Marciais, foi solicitado
pelo Ministério da Educação do Japão, em maio de 1922 a conduzir apresentações
de karate em Tóquio. A nova arte foi recebida entusiasticamente e foi
introduzida em várias universidades, onde criou raízes e começou a florescer. Devido ao fato do karate ter sido praticado secretamente no passado, um
grande número de escolas e estilos (Ryus) foram desenvolvidos. Hoje existem
inúmeras escolas no Japão, sendo as mais destacadas: Shotokan, Goju-Ryu,
Shito-Ryu e Wado-Ryu, todas com ramificações pelo mundo afora
A história do Estilo Kenyu-Ryu e do Karatê no
Brasil e em Minas Gerais, Começa com a chegada de Sensei AKIO YOKOYAMA no porto
de Santos S.P., vindo diretamente do Japão, recém formado na Universidade de
Tenri. Em Tenri formou-se em Ciências Contábeis e Administrativas, onde treinou
Karatê, graduando-se 4o. Dan, sendo campeão Universitário.
Com a intenção de divulgar sua
arte, em seu pensamento jovem e arrojado, resolveu sair de sua pátria e vir para
o Brasil, onde outros mestres japoneses já o tinham feito. Tudo isto em Agosto
de 1965. No mesmo dia dirige-se à Capital paulista instalando-se no bairro da
Liberdade (Colônia Japonesa), passa uma noite e imediatamente no outro dia se
dirige à Belo Horizonte - MG, pois sua intenção em outro país não era de
conviver com colonos japoneses, e sim, com brasileiros.
Foi para Belo Horizonte, por
saber que tinha um clima ameno e agradável, e também por ter ouvido dizer que
uma firma siderúrgica do Japão tinha-se instalado em Minas Gerais. (YAHATA -
USIMINAS).
Em Outubro desse mesmo ano,
começa a visitar academias de arte marcial, na cidade de Belo Horizonte, pedindo
para iniciar aulas de Karatê, mas infelizmente todas recusam, mostrando
desinteresse pela arte. Apenas uma academia de Judô " Samurays Gim ",
administrada pôr Márcio Braga , acredita e cede espaço a Sensei Akio, tendo
início assim o Karatê em Minas Gerais.
Dois anos depois, ou seja no ano
de 1967, sai do Samurays para fundar a sua própria academia a TENRI DOJO,
localizada no centro de Belo Horizonte, que funcionou durante mais de 25 anos.
Atualmente, é professor do Minas Tênis Clube e da Academia Marco Sá.
Sentindo a necessidade de
divulgar o Karatê como esporte, em 1970 funda a Federação Mineira de Karatê, com
o apoio do presidente da Federação Mineira de Pugilismo o Prof.Shober, o artista
plástico Jarbas Juarez, idealizador da bandeira e escudo, ficando a parte
jurídica do estatuto com o advogado Salomão Cateb.
Importante frisar que com todos
esses suportes a nossa federação pode participar do campeonato brasileiro desde
o seu primeiro evento.
Mais tarde com a formação de
faixas pretas, Sensei Akio fundou a "Associacao
Kenyu Ryu Karate Kempo do Brasil -AKKB
No Karaté Wado, as técnicas
de defesa (ukewaza) são fortemente baseadas na esquiva e na movimentação
de quadril, em detrimento dos bloqueios simples feitos com os braços e as mãos.
Já o ataque é lançado quase simultaneamente à defesa, visando aproveitar ao
máximo a força usada pelo adversário na agressão.
Um dos princípios do Wado é
obter o máximo de eficiência com o mínimo gasto de energia.
Outro diferencial marcante
do Karaté Wado é a prática do yakussoku kumitê (luta combinada): técnica
de simulação exclusiva do estilo que permite aos lutadores o treino de situações
de projeção, esquiva, imobilização, finalização, defesa, ataque e contra-ataque.
No Wado, a sequência de
faixas é a seguinte: branco, amarelo, laranja, vermelho, azul, verde, roxo,
castanho e preto (do principiante ao mais graduado).
No Brasil, Mestre Susumu
Suzuki esteve à frente da diretoria técnica da Wado-Kai do Brasil até 1976,
quando, por motivos particulares se afastou dessa entidade e fundou a
KII-KUU-KAI (Escola do Karate e da Flor "Tatibana", signifcando Paz e Harmonia)
com o propósito de resgatar um Karate Wado-Ryu autêntico aos moldes do que se
treina na matriz, no Japão. Também, tinha o objetivo de exaltar em sua
plenitude, o BUDÔ, transformando a Kii-Kuu-Kai em uma grande família. O Mestre Susumu Suzuki elaborou um quadro
técnico chamado "Kii-Kuu-Kai no Shiken" (Treinamento da Kii-Kuu-Kai ou Mãos e
Pés da Kii-Kuu-Kai). Nesse quadro, introduziu uma série de treinamentos chamados
de "Shadô", uma inovação a nível de Brasil e do Continente Americano, onde o
praticante treina individualmente para Shiai e Jiyu-Kumite e o Yakusoku-Kumite,
que seria a aplicação do Shadô em combate simulado, como é feito no Japão, que
são técnicas avançadas, onde são utilizadas as esquivas do Jiu Jitsu. O
Ohyio-Kumite, onde são levados em conta os treinamentos tradicionais, as
técnicas do Shindo Yoshin Ryu Jiu Jitsu e as técnicas de Karate-Do como um todo,
sem deixar de ser fiel ao quadro técnico de origem, treinando-se também: Kihon,
Kata, Kihon-Kumite, Shiai e Jiyu-Kumite
O uso de
armas acompanha toda a história do homem desde o início de sua existência e,
infelizmente, ainda existem conflitos entre os seres humanos. A prática correta
do Karate nos ensina a conviver com esta realidade e a perceber nossos
instintos, evitando comportamentos inadequados. O conflito, a vingança e os
impulsos agressivos não trazem bons resultados. Ao praticar o Karate é possível
obter o equilíbrio e a tranquilidade mental e física.
Quando não há vencedores na
semana anterior em uma categoria, (por exemplo 13&14 acertos) o valor do prêmio
fica acumulado para a semana
Cet annuaire de radios, de
télévisions, de podcasts, de vidéos et de sites musicaux, nous permet d'offrir
aux internautes des heures de consommation de contenus audio et vidéo sur
internet
Ce site est totalement
dédié au Brésil, son histoire, sa culture, son peuple. C’est également d’un
espace franco-brésilien qui a pour objectif d’établir des échanges entre les
français et les brésiliens.